Enfrentando a Babilônia dos Dias Atuais

Durante toda a existência da humanidade a história nos relata a cerca de impérios dominadores que no auge de sua expansão militar não apenas conquistavam um povo e o seu território, mas difundiam em meio aos seus subjugados sua cultura, seus costumes e suas crenças. A tática de envolver culturalmente a nação dominada e, em especial, impor um novo idioma e religião visa extirpar dos reprimidos a sua identidade; que muitas vezes era milenar. Uma vez institucionalizados a um novo sistema de governo, economia, normas de convívio social a voracidade com que os povos dominados se rebelavam diminuía gradativamente. Impérios como o Romano, Mongol, Bizantino, Otomano, Britânico dentre tantos outros subjugaram as nação circunvizinhas e expandiram seus domínios milhares de quilômetros de suas capitais. As consequências dessas dominações podem ser vistas até os dias de hoje e a herança de seus conquistadores se enraizaram com o passar do tempo.

Nos dias atuais vivemos um novo tipo de dominação chamado por Herbert Schiller (Ph.D. e sociólogo americano proeminente na segunda parte do século passado) de Imperialismo Cultural. Schiller em seu livro O Império Norte Americano das Comunicações define imperialismo cultural como "o conjunto dos processos pelos quais uma sociedade é introduzida no sistema moderno mundial, e a maneira pela qual sua camada dirigente é levada, por fascínio, pressão, força ou corrupção, a moldar as instituições sociais para que correspondam aos valores e estruturas do centro dominante do sistema, ou ainda para lhes servir de promotor dos mesmos". Querem alguns exemplos de Imperialismo Cultural?

*Filmes, propagandas, marcas de roupas, tipos de alimentos de fast food, mídias sociais, sistemas de ensino, padrão de beleza e etc., vagarosamente se enraízam na cultura de um povo. Vemos hoje, por exemplo, cidadãos orientais como os chineses e coreanos buscando plásticas para redesenharem seus olhos para se parecem mais com os dos ocidentais.

 

Ao analisarmos as condições vividas hoje conseguimos encontrar um período semelhante na história e temos de Deus a estratégia para enfrentar a Babilônia dos dias atuais.

Texto Base: Daniel Capítulo 1

 

O primeiro capítulo do livro de Daniel inicia com a conquista do reino de Judá por Nabucodonosor rei da Babilônia. Este período na história que é compreendido como o Império Neobabilônico datado cerca dos anos 600 A.C. A Babilônia vivia um auge de expansão e prosperidade e foi durante este período que foram construídos - por exemplo - os jardins suspensos da Babilônia, uma das 7 maravilhas do mundo antigo.

Durante a conquista de Judá os babilônicos levaram consigo o rei Jeoiaquim, alguns utensílios da casa de Deus e alguns jovens da linhagem real e dos príncipes (verso 2 e 3). Entre os quais estavam Daniel, Hananias, Misael e Azarias (verso 6).

A história de persistência e lealdade dos quatro jovens é bastante conhecida pela igreja, mas eu lhes convido a analisar as estratégias deste século contra os filhos de Deus.

Oração: Pai, nos ensina a ver além do campo natural. Mostra-nos onde estão as armadilhas e as legalidades e repreende todo o espírito enganador deste século e nos cobre com o Teu Sangue.

Ao analisarmos cuidadosamente o texto base enxergamos algumas etapas para o Imperialismo Cultural. A bíblia é muito clara e o apóstolo Paulo nos exorta:

"e não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que proveis qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." (Rm 12:2) /

Sabemos que somos de Deus, e que o mundo todo jaz sob o Maligno.

(1 João 5:19)

O mundo em que vivemos tenta de todas as formas nos convencer: que Deus não existe e que a vida é feita para ser usufruída sem ressalvas (a final só vivemos uma única vez).

Estratégias deste Século

1) Isolamento: Os jovens trazidos para a Babilônia foram isolados de sua terra, de seus costumes, de seus amigos e familiares durante 3 anos (versos 4 e 5). O isolamento lentamente corrompe as práticas anteriormente comuns quando estamos em sociedade.

          

= As vezes ficamos sem ir à igreja, ou deixamos de participar de células ou grupos de oração e lentamente somos enfraquecidos.

 

2) Ensinamento: No verso 4 Nabucodonosor diz ao seu servo Aspenaz que os jovens judeus deveriam ser ensinados a cultura dos caldeus (escritos e língua). Tudo que aqueles jovens sabiam como verdade agora seria confrontado por outros tutores e professores e sua fé seria colocada à prova. Astrologia, ensinos de falsas religiões, costumes diferentes dos ordenados por Deus para o seu povo.

               

= Agora, isolados, passamos a ver, ouvir e discutir os pontos que antes eram claros para nós. O que era sim, sim ou não, não, passa agora a ter no meio um talvez ou, um quem sabe? Deixamos de ter certeza! Talvez o mundo esteja certos sobre este assunto. Talvez não tenha mal algum em só experimentar para tirarmos nossas as próprias conclusões.

 

3) Corrupção de Valores: (verso 5) Daniel, Hananias, Misael e Azarias e todos os demais jovens foram apresentados as iguarias do rei. Alimentos e bebidas da melhor qualidade, vindo diretamente da porção do rei. Imagina o banquete! A Babilônia tinha de tudo para o prazer, era a maior e melhor cidade do mundo, tudo era atrativo aos olhos. 

               

= Isolados e duvidando daquilo que sempre ouvimos falar, preparam um banquete à nossa frente: incredulidade, prostituição, cobiça, falso testemunho. Estes são alguns dos pratos oferecidos. E comemos...

4) Troca de Identidade: E para finalizar a transformação de vez, Aspenaz servo de Nabucodonosor, muda o nome dos judeus - que anteriormente era tributo ao Único Deus - para nomes que homenageiam deuses babilônicos.  

(verso 7): E o chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: a Daniel pôs o de Beltessazar, e a Hananias o de Sadraque, e a Misael o de Mesaque, e a Azarias o de Abednego.

               

= A transformação é completa, agora nem mesmo a identidade é a mesma. Já não somos mais conhecidos pelos nossos nomes, mas pela identificação com o mundo. AH, Fulano? Fulano é cachaceiro, pegador, enrolado, mentiroso, miserável... E o pior é que rótulo/apelido pega!

... MAS NÃO DANIEL, HANANIAS, MISAEL e AZARIAS. Essa geração de Daniel (versos 8, 11 e 12)

O restante desta história a igreja conhece. o Senhor - como sempre - honrou os seus! (verso 17,19 e 20)

O convite de Deus para nós agora é: levantar uma bandeira, sair do anonimato diante de tamanha imposição cultural que visa rotular o Povo de Deus como preconceituoso, desinformado, pobre de estudo e recurso, e hipócrita.

E assim como Daniel, ao nos posicionarmos também, os convido a sustentar em Fé mais três amigos. (verso 11)

Mentalize agora as 3 pessoas que o Espírito Santo falar ao teu coração. Ore em nome de Jesus para que o Senhor confirme o propósito que ele tem para cada um de nós. Os planos para uma vida Santa em um mundo perdido.

Que Deus abençoe e te guarde.

*(http://edition.cnn.com/2011/WORLD/asiapcf/05/19/korea.beauty/)

**(fonte: Pastor Rich Nathan - Vineyard Church / www.vineyardcolumbus.org)

Por Lawrence Ujiie
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